Advogado da União

 
Nos termos do art. 131 da Constituição, “a Advocacia-Geral da União é a instituição que, diretamente ou através de órgão vinculado, representa a União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento, as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.”

Atuação Consultiva
A atuação consultiva da Advocacia-Geral da União (AGU) se dá por meio do assessoramento e orientação dos dirigentes do Poder Executivo Federal, de suas autarquias e fundações públicas, para dar segurança jurídica aos atos administrativos que serão por elas praticados, notadamente quanto à materialização das políticas públicas, à viabilização jurídica das licitações e dos contratos e, ainda, na proposição e análise de medidas legislativas (Leis, Medidas Provisórias, Decretos e Resoluções, entre outros) necessárias ao desenvolvimento e aprimoramento do Estado Brasileiro.

Além disso, desenvolvem-se atividades de conciliação e arbitramento, cujo objetivo é o de resolver administrativamente os litígios entre a União, autarquias e fundações, evitando, assim, a provocação do Poder Judiciário.

São responsáveis pelo exercício das atividades consultivas os Advogados da União, os advogados integrantes do Quadro Suplementar, os Procuradores da Fazenda Nacional e os Procuradores Federais, cada qual na sua respectiva área de atuação.

No exercício dessas importantes funções, sobressai a atuação que tem o dever dar formatação jurídico-constitucional às políticas públicas, de forma a preservar os direitos e garantias fundamentais do cidadão e, em última análise, prevenir o surgimento de litígios ou disputas jurídicas.

São órgãos que exercem atividades consultivas na AGU:

•O Advogado-Geral da União, ao Presidente da República;
•A Consultoria-Geral da União;
•Os Núcleos de Assessoramento Jurídico;
•As Consultorias Jurídicas junto aos Ministérios;
•A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional junto ao Ministério da Fazenda;
•Procuradoria-Geral Federal.
Atuação contenciosa
A atuação contenciosa da Advocacia-Geral da União (AGU) se dá por meio da representação judicial e extrajudicial da União (Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e dos órgãos públicos que exercem função essencial à justiça), além de suas autarquias e fundações públicas.

A representação judicial é exercida em defesa dos interesses dos referidos entes nas ações judiciais em que a União figura como autora, ré ou, ainda, terceira interessada. A representação extrajudicial é exercida perante entidades não vinculadas à Justiça, como órgãos administrativos da própria União, Estados ou Municípios.

São responsáveis pelo exercício das atividades de representação os Advogados da União, os Procuradores da Fazenda Nacional e os Procuradores Federais, cada qual na sua respectiva área de atuação.

A Advocacia-Geral da União (AGU) é uma Instituição prevista pela Constituição Federal, e tem natureza de Função Essencial à Justiça, não se vinculando, por isso, a nenhum dos três Poderes que representa.

Assim se dá o exercício das atividades contenciosas pelos órgãos da AGU:

•O Advogado-Geral da União representa a União perante o Supremo Tribunal Federal.
•O Procurador-Geral da União representa a União perante o Superior Tribunal de Justiça nas questões cíveis e trabalhistas e o Procurador-Geral da Fazenda Nacional, nas questões tributárias e fiscais.
•Os Procuradores Regionais representam a União junto aos Tribunais Regionais Federais nas cinco regiões, com sede no DF, RJ, SP, RS e PE.
•Os Procuradores Chefes nos Estados representam a União junto à 1ª instância nas Capitais (Justiça Federal e Trabalhista).
•Os Procuradores Seccionais e Escritórios de Representação representam a União junto à 1ª instância no interior.

(Fonte: AGU, www.agu.gov.br)

Formação

Formação: Para ser advogado da união é preciso ter cursado a faculdade de Direito (Título de Bacharel em Direito) e ter aprovado no exame da OAB (ser advogado).

Legislação que regula a profissão: Lei Completar No. 73, de 10 de fevereiro de 1993. Lei Orgânica da Advocacia Geral da União.

Mercado de Trabalho

Mercado de trabalho: O acesso se dá por meio de concurso público de prova de conhecimento e títulos. Há um número grande de vagas não preenchidas pelos concursos em andamento.

Aspectos favoráveis: É uma carreira de servidor público, com estabilidade e ótima remuneração se comparado com outro setores da sociedade. Nos últimos anos percebe-se que não se consegue preencher o número de vagas com os concursos que são realizados, o que faz com que periodicamente haja concurso.

Aspectos desfavoráveis: Devido a um grande número de vagas e o número reduzido de advogados da união, aqueles que fazem parte do quadro hoje tem excesso de trabalho.

Salário inicial: R$ 14.049,58

Concursos

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